Dia das Crianças: como configurar o controle parental em celulares e tablets
Publicado em 07/10/2026

Celulares e tablets estão entre os presentes mais procurados na semana do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Muitas famílias também aproveitam a data para liberar o primeiro aparelho próprio ou um aparelho antigo dos pais. Antes de entregar a tela, porém, vale reservar meia hora para configurar o controle parental. Os recursos já vêm nos sistemas e são gratuitos; o que falta, na maior parte das vezes, é saber onde ficam e como combiná-los.
Controle parental no celular: por onde começar
O controle parental é um conjunto de ajustes que permite ao responsável limitar conteúdo, tempo de uso e compras no aparelho da criança. No Android, ele é feito pelo aplicativo oficial de controle familiar do sistema, que liga a conta da criança à conta de um adulto. No iPhone e no iPad, os ajustes ficam no recurso Tempo de Uso, combinado com o compartilhamento familiar.
Três cuidados iniciais facilitam todo o resto:
- Crie uma conta infantil para a criança, em vez de usar a conta de um adulto. Contas de menores já nascem com restrições e podem ser supervisionadas.
- Configure pelo aparelho do responsável, para que as mudanças só possam ser desfeitas por ele.
- Defina um código ou senha que a criança não conheça, diferente do usado para desbloquear o celular dela.
Filtros de conteúdo por idade
Com a conta supervisionada, é possível ajustar o que aparece:
- Loja de aplicativos: limite downloads pela classificação indicativa. Um jogo marcado para maiores de 14 anos, por exemplo, não será exibido para uma criança de 9.
- Navegador: ative o filtro de sites explícitos ou, para os menores, permita apenas uma lista de sites aprovados.
- Vídeos e música: as plataformas de vídeo têm versões ou modos infantis e filtros próprios, que devem ser ligados dentro de cada aplicativo.
- Busca: a busca segura reduz a chance de resultados impróprios aparecerem.
Nenhum filtro é perfeito. Eles diminuem o risco de a criança encontrar conteúdo inadequado por acidente, mas não substituem o acompanhamento.
Tempo de tela, horários e pausas
O excesso de tela costuma preocupar mais os pais do que o conteúdo em si. Os sistemas permitem:
- definir um limite diário total ou por aplicativo, como uma hora de jogos e tempo livre para aplicativos de estudo;
- programar um horário de descanso, em que o aparelho fica bloqueado à noite, exceto para ligações;
- ver relatórios semanais com os aplicativos mais usados.
Os relatórios ajudam a conversar com dados, e não com impressões. Se o tempo de vídeo dobrou numa semana, dá para entender o motivo junto com a criança, em vez de apenas cortar o acesso.
Aprovação de downloads e compras
Um dos sustos mais comuns é a fatura com compras dentro de jogos. Para evitar:
- Ative a aprovação de compras, para que cada download ou compra dependa da autorização do responsável.
- Não deixe cartão de crédito salvo na conta da criança.
- Desative compras dentro de aplicativos, quando a opção existir.
- Confira regularmente o histórico de compras da conta familiar.
Com a aprovação ligada, o pedido aparece no celular do adulto, que pode aceitar ou recusar na hora.
A conversa que acompanha a configuração
A tecnologia resolve parte do problema. A outra parte é combinado. Especialistas em educação digital recomendam explicar à criança por que os limites existem, adequando a conversa à idade. Alguns pontos que valem ser tratados desde cedo:
- nunca compartilhar endereço, escola ou fotos de uniforme com desconhecidos;
- avisar um adulto se alguém pedir fotos, segredos ou encontro;
- entender que nem todo mundo on-line é quem diz ser;
- saber que pode contar ao responsável sobre algo estranho sem medo de perder o aparelho.
Deixar o celular fora do quarto na hora de dormir e usar a tela em ambientes comuns da casa, pelo menos no começo, também ajuda a manter o acompanhamento de forma natural.
À medida que a criança cresce, os limites podem ser afrouxados aos poucos. O objetivo não é vigiar para sempre, e sim ensinar a usar a tecnologia com autonomia e segurança.
O que você ainda pode perguntar
- A partir de que idade a criança pode ter um celular próprio?
- Não existe uma idade definida em lei. A decisão depende da maturidade da criança e da necessidade da família. Com qualquer idade, o controle parental e a conversa sobre regras de uso são recomendados.
- A criança consegue desativar o controle parental sozinha?
- Quando a configuração é feita a partir da conta do responsável e protegida por senha própria, a criança não consegue desfazer os ajustes. Mesmo assim, vale conferir os relatórios de uso periodicamente.
- O controle parental permite ler as mensagens da criança?
- Em geral, não. Os recursos nativos mostram tempo de uso, aplicativos instalados e localização, mas não o conteúdo das conversas. O acompanhamento das mensagens depende de diálogo e combinados.