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Dia das Crianças: como configurar o controle parental em celulares e tablets

Publicado em 07/10/2026

Ilustração de documentos digitais conectados sobre fundo de código binário

Celulares e tablets estão entre os presentes mais procurados na semana do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Muitas famílias também aproveitam a data para liberar o primeiro aparelho próprio ou um aparelho antigo dos pais. Antes de entregar a tela, porém, vale reservar meia hora para configurar o controle parental. Os recursos já vêm nos sistemas e são gratuitos; o que falta, na maior parte das vezes, é saber onde ficam e como combiná-los.

Controle parental no celular: por onde começar

O controle parental é um conjunto de ajustes que permite ao responsável limitar conteúdo, tempo de uso e compras no aparelho da criança. No Android, ele é feito pelo aplicativo oficial de controle familiar do sistema, que liga a conta da criança à conta de um adulto. No iPhone e no iPad, os ajustes ficam no recurso Tempo de Uso, combinado com o compartilhamento familiar.

Três cuidados iniciais facilitam todo o resto:

  1. Crie uma conta infantil para a criança, em vez de usar a conta de um adulto. Contas de menores já nascem com restrições e podem ser supervisionadas.
  2. Configure pelo aparelho do responsável, para que as mudanças só possam ser desfeitas por ele.
  3. Defina um código ou senha que a criança não conheça, diferente do usado para desbloquear o celular dela.

Filtros de conteúdo por idade

Com a conta supervisionada, é possível ajustar o que aparece:

Nenhum filtro é perfeito. Eles diminuem o risco de a criança encontrar conteúdo inadequado por acidente, mas não substituem o acompanhamento.

Tempo de tela, horários e pausas

O excesso de tela costuma preocupar mais os pais do que o conteúdo em si. Os sistemas permitem:

Os relatórios ajudam a conversar com dados, e não com impressões. Se o tempo de vídeo dobrou numa semana, dá para entender o motivo junto com a criança, em vez de apenas cortar o acesso.

Aprovação de downloads e compras

Um dos sustos mais comuns é a fatura com compras dentro de jogos. Para evitar:

  1. Ative a aprovação de compras, para que cada download ou compra dependa da autorização do responsável.
  2. Não deixe cartão de crédito salvo na conta da criança.
  3. Desative compras dentro de aplicativos, quando a opção existir.
  4. Confira regularmente o histórico de compras da conta familiar.

Com a aprovação ligada, o pedido aparece no celular do adulto, que pode aceitar ou recusar na hora.

A conversa que acompanha a configuração

A tecnologia resolve parte do problema. A outra parte é combinado. Especialistas em educação digital recomendam explicar à criança por que os limites existem, adequando a conversa à idade. Alguns pontos que valem ser tratados desde cedo:

Deixar o celular fora do quarto na hora de dormir e usar a tela em ambientes comuns da casa, pelo menos no começo, também ajuda a manter o acompanhamento de forma natural.

À medida que a criança cresce, os limites podem ser afrouxados aos poucos. O objetivo não é vigiar para sempre, e sim ensinar a usar a tecnologia com autonomia e segurança.

O que você ainda pode perguntar

A partir de que idade a criança pode ter um celular próprio?
Não existe uma idade definida em lei. A decisão depende da maturidade da criança e da necessidade da família. Com qualquer idade, o controle parental e a conversa sobre regras de uso são recomendados.
A criança consegue desativar o controle parental sozinha?
Quando a configuração é feita a partir da conta do responsável e protegida por senha própria, a criança não consegue desfazer os ajustes. Mesmo assim, vale conferir os relatórios de uso periodicamente.
O controle parental permite ler as mensagens da criança?
Em geral, não. Os recursos nativos mostram tempo de uso, aplicativos instalados e localização, mas não o conteúdo das conversas. O acompanhamento das mensagens depende de diálogo e combinados.